quarta-feira, 8 de julho de 2009

Bati no portão do tempo perdido, ninguém atendeu.Bati segunda vez e mais outra e mais outra.Resposta nenhuma.A casa do tempo perdido está coberta de herapela metade; a outra metade são cinzas.Casa onde não mora ninguém, e eu batendo e chamandopela dor de chamar e não ser escutado.Simplesmente bater. O eco devolveminha ânsia de entreabrir esses paços gelados.A noite e o dia se confundem no esperar,no bater e bater.O tempo perdido certamente não existe.É o casarão vazio e condenado.

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